Balotelli desembarca e faz juras de amor ao Milan na pista de aeroporto
Depois de algumas horas de atraso por conta de um nevoeiro que complicou os voos com destino a Milão,
Mario Balotelli desembarcou na cidade italiana. Mal desceu do avião, o
novo reforço do Milan deu sua primeira entrevista como jogador rossonero
à emissora oficial do clube.
- Eu já queria jogar no Milan há muito tempo. Joguei por outros clubes
antes, por isso não pude vir. Agora tenho essa chance – afirmou
Balotelli, ainda na pista do aeroporto de Malpensa, já vestindo a camisa
45 do Rubro-Negro italiano.
Chegando com status de ídolo imediato – segundo a imprensa italiana mais de mil camisas foram vendidas em poucas horas -, Balotelli, que foi revelado pelo Internazionale, aquirrival do Milan, falou sobre o que espera da torcida rossonera.
- Se eu sei que os fãs são loucos por mim? Não sei. Ainda tenho que ver
isso. Mas já é suficiente que eles gostem de mim. Espero retribuir esse
carinho – disse Balotelli, que realizará uma bateria de exames médicos
nesta quarta antes de ser apresentado oficialmente na quinta-feira.
Para mudar de ares, Balotelli teve de aceitar uma redução salarial - o
que aconteceria também com Kaká caso fosse liberado pelo Real Madrid.
Segundo a imprensa italiana, ele passará a receber € 4 milhões (R$ 10,9
milhões) líquidos por temporada mais bônus até junho de 2017, fim de seu
contrato - nos ingleses, seus vencimentos eram na casa dos € 5,5
milhões (R$ 15 milhões).
- Sabia que iria me juntar ao Milan cedo ou tarde.
Os jornais escrevem
muitas coisas, mas já sabia disso. Fiz importantes escolhas e espero que
isso seja bom para mim e para o Milan – observou Balotelli,
reconhecendo que não teve um bom início de temporada no City, mas que
espera melhorar no Milan.
O atacante ainda fez uma promessa.
- Espero ajudar a fazer do Milan um clube ainda maior no futuro. E que me faça maior também.
O atleta de 22 anos foi recebido pelo presidente do clube, Silvio
Berlusconi, e pelo vice Adriano Galliani, que comemorou o desfecho do
negócio.
- Ter Balotelli é um sonho que se realiza.
A negociação por Balotelli custou € 23 milhões (R$ 62,8 milhões) aos
cofres do Milan. Deste montante, os Citizens receberão € 20 milhões (R$
54,6 milhões) e aguardarão o restante (R$ 8,2 milhões) através de bônus
que podem ser, por exemplo, metas atingidas pelo atleta em sua nova
casa. Ele foi contratado na temporada 2010/11 por € 30 milhões junto ao
Inter de Milão, clube pelo qual foi revelado.
O primeiro treino com os novos companheiros será na quinta e a imprensa
local especula que a estreia já poderá ser no domingo contra o Udinese,
no San Siro. Contra o Barcelona, pelas oitavas de final da Liga dos
Campeões, porém, Balotelli não passará de um torcedor, já que não pode
ser inscrito por ter atuado na fase de grupos pelo City.
Gols e polêmicas no City
No Manchester City, Balotelli tornou-se o queridinho do técnico Roberto
Mancini, mas chegou a brigar com o compatriota em treino no início
deste ano. Na ocasião, os dois discutiram e trocaram empurrões depois
que o jogador acertou um carrinho violento em um colega de time.
Balotelli não foi punido pelo episódio.
Em campo, é bem verdade, o camisa 45 se destacou menos do que com as
palavras. Ainda assim, teve importante participação no título do
Campeonato Inglês na temporada 2011/2012 ao marcar 13 gols em 24
partidas, incluindo dois na goleada histórica por 6 a 1 sobre o
Manchester United.
Assistências foram raras, embora uma delas tenha sido especial: foi de
Balotelli o passe para Sergio Agüero marcar o terceiro gol do City na
vitória sobre o Queens Park Rangers, que definiu a conquista nos
acréscimos do segundo tempo.
Status de intocável no Milan
A chegada milionária a um Rossonero que passa por dificuldades
financeiras o coloca num patamar distinto. Balotelli deverá ser titular
incontestável na equipe de Massimiliano Allegri e fará provavelmente
dupla de ataque com Stephan El Shaarawy, vice-artilheiro do Campeonato
Italiano, com 15 gols (Cavani, do Napoli, soma 18). A revelação do
Milan, por sinal, já atuou com o próprio atacante na Itália, sob comando
de Cesare Prandelli. O brasileiro Robinho, sendo assim, seguiria no
banco de reservas.