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Tecnologia de Juazeiro para combater a dengue

Uma técnica utilizada por um laboratório em Juazeiro, que produziu quatro milhões de mosquitos transgênicos para combater a dengue está dando o que falar. Os mosquitos são geneticamente modificados para matar as larvas em áreas de alto índice de infestação do Aedes Aegypti, transmissor da doença.
A deputada estadual Graça Pimenta (PR), enfermeira e vice-presidente da Comissão de Saúde e Saneamento da Assembleia Legislativa (AL), considera a iniciativa importante e inovadora. “Acredito que todas as iniciativas que visam reduzir o risco de infestação da dengue são válidas, principalmente quando a possibilidade de epidemia da doença é próxima. O combate ao mosquito geralmente é feito de forma tradicional com a atuação dos agentes de endemias, mas as ações fundamentais precisam partir da população que deve estar atenta aos focos do mosquito e ao acúmulo de água em locais como pneus e vasos de plantas”, ressalta a parlamentar.
A técnica visa soltar os mosquitos machos geneticamente modificados, que não oferecem riscos à população, para cruzar com as fêmeas que estão na natureza. Os machos copulam com as fêmeas e eles passam um gene para elas que mata os filhotes. A soltura dos mosquitos começou em julho de 2011 e os cientistas do projeto já avaliaram o resultado em um bairro da cidade, onde foi constatada uma diminuição da incidência do mosquito em torno de 75%.
O projeto será levado a outros bairros da cidade e a empresa já montou um novo laboratório para produzir quatro milhões de mosquitos por semana. Ainda não há previsão de uso da técnica em outras cidades do Estado. “Com essa constatação de redução da incidência do mosquito acredito que a técnica precise ser avaliada para possível uso em outras cidades, a fim de tentar erradicar os casos de dengue na Bahia”, finaliza Graça Pimenta.
Fonte - Geraldo José
rsonoticias@hotmail.com

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