Robyssão desrespeitou o público de Jacobina, diz organizador da festa
Ainda
rende o bafafá envolvendo o Bailão do Robyssão no clube AABB, cidade
de Jacobina, na Bahia, no último final de semana. O atraso teria deixado
o público revoltado que começou um “quebra-quebra”, e um homem chegou a
ser esfaqueado. No Youtube, circula um vídeo em que o povo tenta
derrubar um carro de apoio da equipe técnica do cantor.
Por meio de nota, a assessoria de Robyssão culpa a organização do evento
que só entregou o palco para a equipe às 4h40 da madrugada. Ainda
segundo o esclarecimento, o grupo informa que estava no local da
apresentação desde 23h e mesmo com o atraso na entrega do palco, levou
apenas 20 minutos para organizar os equipamentos e iniciar o show.
Quando a confusão teve início, a equipe notou a ausência do policiamento
local que teria se retirado do clube às 5h30. Ao perceber a presença de
brigas com armas brancas, o grupo resolveu, então, encerrar o show.
Agora, a produção do “Bailão do Robyssão” afirma que acionará por meios
judiciais o contratante, que segundo eles, saiu do local. A equipe vai
pedir ainda o ressarcimento pelos prejuízos materiais que sofreu, além
de possíveis danos físicos dos componentes da equipe por causa da falta
de estrutura e segurança no ambiente.
No final da manhã desta segunda-feira (17), o organizador do evento, Everaldo Dantas Silva conversou com o Bocão News
negou as informações da assessoria de Robyssão. “Eles chegaram 4h30 e
só foram tocar 5h40. Nem boa noite deu ao público. O povo se revoltou
por conta da atitude dele. Como que faz um contrato de 1h30 e só toca 40
minutos? A culpa foi toda dele! Quem deixou a festa feia foi o pessoal
do Robyssão. Ele desrespeitou o público”, colocou. Everaldo negou também
a falta de policiamento na festa. Segundo ele, trabalharam na festa 12
policiais fardados e 15 seguranças.
Ainda em conversa com a reportagem, Everaldo contou antes do show,
chegou a ter desentendimentos com a produção da banda. “Inicialmente foi
acordado R$ 15 mil garantia. Faltando duas semanas, eles mudaram porque
não tinham como fiscalizar a bilheteria, e ficou acordado que seria
pago R$ 28 mil. Se eu não tivesse pago, tudo bem. Teria motivos, mas ele
recebeu”, contou.
Ainda de acordo com Everaldo, a população ficou tão revoltada que eles
tiveram que sair escoltados por duas viaturas da polícia. Apesar do
desfecho, Everaldo colocou que espera uma retratação do Bailão do
Robyssão. “Eu queria que eles fizessem um show de graça para Jacobina.
Pagaria despesa de ônibus, mas que viesse tocar as horas restantes do
show. Nem tudo na vida é dinheiro não”,lamentou.