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Aprovação de Dilma cai de 57% para 30% em três semanas, diz Datafolha


A popularidade da presidente Dilma Rousseff sofreu uma queda expressiva nas últimas três semanas, após as manifestações que ocorreram no país, informa uma pesquisa realizada pelo Datafolha e divulgada neste sábado. A pesquisa, publicada no jornal Folha de São Paulo, mostra que 30 por cento dos brasileiros consideram a gestão de Dilma boa ou ótima, contra um percentual de 57 por cento alcançado na sondagem anterior, divulgada na primeira semana de junho.

Em março, melhor momento da presidente, o índice chegava a 65 por cento. Segundo o Datafolha, a perda de popularidade é a maior para um presidente entre uma pesquisa e outra desde o plano econômico do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que confiscou a poupança dos brasileiros em 1990. Naquela ocasião, a popularidade caiu de 71 por cento para 36 por cento--35 pontos--entre março e junho. O grupo de brasileiros que avalia a administração de Dilma como ruim ou péssima somou 25 por cento, ante 9 por cento na avaliação anterior do Datafolha.

Após o começo das manifestações, Dilma fez um pronunciamento na televisão e prometeu um pacto com governadores para responder aos protestos. Dias depois, propôs a realização de um plebiscito para a reforma política, que segundo o Datafolha tem a aprovação de 68 por cento dos brasileiros. A reação da presidente aos protestos ocorridos em todo o país foi considerada ótima ou boa para 32 por cento; 38 por cento avaliaram como regular, enquanto 26 por cento julgaram ruim ou péssima.

A perda de popularidade da presidente ocorre em meio à preocupação dos brasileiros com o desempenho da economia, diante de temores com aumento da inflação e desemprego. Entre as principais demandas dos manifestantes estão mais recursos para a saúde e a educação, uma investigação dos gastos do governo para a realização da Copa do Mundo de 2014 e a saída de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado e do Congresso. O Datafolha ouviu 4.717 pessoas entre quinta e sexta-feira em 196 municípios. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

G1

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