
A ANEEL aprovou ontem (24), em reunião extraordinária, as novas tarifas
que reduzirão a conta de energia elétrica. Na Bahia, as contas cobradas
pela Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba), para
consumidores de baixa tensão (residenciais), será de 18,96%, isso porque
A ANEEL estabelece uma tarifa diferente para cada distribuidora – em
função das peculiaridades de cada concessão.A presidenta Dilma Rousseff,
em pronunciamento ontem em rede nacional de rádio e televisão, anunciou
que a partir de hoje a conta de luz dos brasileiros terá uma redução de
18% para as residências e de até 32% para as indústrias, agricultura,
comércio e serviços.
Segundo o senador Walter Pinheiro, a redução das contas de energia
elétrica será uma contribuição para o desenvolvimento do país, uma vez
que acarretará em maior produtividade da indústria, além de maior
economia para as famílias brasileiras. A redução é resultado da Lei nº
12.783/2013, que promoveu a renovação das concessões de transmissão e
geração de energia que venciam até 2017, e das medidas provisórias
591/2012 e 605/2013. As novas tarifas entram em vigor a partir de hoje.
De acordo com a ANEEL, a redução do preço só deve ser percebida
integralmente pelo consumidor após um ciclo completo de cobrança com as
novas tarifas. Ou seja, no primeiro mês de vigência, dependendo da data
de vencimento da conta, parte do consumo utilizará a tarifa antiga e
outra parte a nova tarifa, reduzida.
Como as novas tarifas valem a partir do dia 24 de janeiro, por exemplo,
um consumidor que tem sua leitura feita no dia 10 de fevereiro, teria,
em fevereiro, metade de sua energia faturada pela tarifa antiga e a
outra metade pela nova tarifa. A partir de 25 de fevereiro todas as
contas já perceberão os benefícios completos da tarifa reduzida. A
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Centro das
Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) informaram que a economia
média anual no país passará de R$ 24 bilhões para R$ 31,5 bilhões com o
desconto maior na conta de luz. Em um prazo de 30 anos, as entidades
projetam que a economia passará de R$ 720 bilhões para R$ 945 bilhões.