Semeando o futuro: Grêmio planta a primeira muda do gramado da Arena
Foi plantada nesta sexta-feira a primeira muda de uma das partes mais
importantes do futuro do Grêmio. Em evento especial, o clube começou a
semear o gramado da Arena. Trata-se da principal etapa da reta final da
futura casa tricolor, que já tem mais de 90% das obras concluídas.
Por volta das 13h desta sexta, o presidente Paulo Odone, acompanhado
pelo presidente da Grêmio Empreendimentos, Eduardo Antonini, e da
agrônoma Maristela Kuhn, realizaram um evento simples, mas formal para
marcar a nova fase. Em duas semanas, o verde do gramado deverá compor o
visual do estádio.
A previsão é de sete semanas para que o gramado esteja apto para receber partidas. Mas o período será curto, já que o Tricolor gaúcho tem compromisso contra o Hamburgo, da Alemanha, no dia 8 de dezembro.
- Estamos adotando o que há de mais tecnológico no mundo. Em dez dias deveremos cortar o gramado. Ele deverá estar pronto dias antes do primeiro jogo – explicou Maristela.
Moldes europeus
Cultivado nos moldes europeus, o gramado terá à sua disposição a mesma tecnologia utilizada nos estádios Emirates Stadium e Wembley, da Inglaterra. O campo terá uma composição de gramado de inverno para ampliar a resistência aos momentos críticos de frio. Serão três espécies: Lolium, Festuca e Poa. Cultivada nos EUA, terá a companhia em 5% de grama artificial: a ideia é ajudar a fixar a raiz natural.
Sistema já irriga as sementes que viararão grama na Arena (Foto: Lucas Uebel/Divulgação, Grêmio)
A combinação substituirá a tradicional grama “Bermuda” devido à
existência da cobertura na Arena, que diminuirá o acesso da luz solar. A
combinação escolhida é específica para enfrentar a sombra sem
prejudicar a beleza do campo de jogo. Caso seja necessário, a Arena do
Grêmio vai contar com plataformas de iluminação complementar para
garantir a qualidade do gramado, estimulando a fotossíntese.Drenagem
Há também uma preocupação reforçada para a drenagem principalmente por se tratar de Porto Alegre, cidade onde há períodos de chuva intensa. Por recomendação da Fifa, a futura Arena Tricolor ganhará o primeiro gramado com drenagem a vácuo da América Latina. Cerca de 50 cm abaixo do campo, há canos e uma camada de brita. O sistema funciona com uma bomba e um motor, ligados durante as chuvas.
Memória do Olímpico
Preocupado com a memória, o clube também pensou em alternativas para preservar ao máximo o passado que ficará do Olímpico. As traves do campo, por exemplo, serão transportadas via helicóptero da Azenha até o Humaitá.
Fonte - Globo Esporte
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