Embrapa e EBDA implantam unidades de aprendizagem em três territórios da Bahia
Nas Unap’s, haverá a inclusão de novas tecnologias que auxiliem no aumento da produção e da rentabilidade, e serão desenvolvidos trabalhos de apicultura, caprinocultura e mamonocultura, dentre outros. A estimativa é de que 3.600 famílias sejam atendidas. Os técnicos responsáveis pelo projeto, poderão adequá-los à realidade das propriedades familiares, onde as unidades serão implantadas. “Os agricultores também entrarão em contato com novas formas de cultivo, que possibilitarão a ampliação da produtividade”, afirmou o chefe do Departamento de Desenvolvimento da Agricultura (DDA) da EBDA, Samuel Feldman.
Os produtores vão ter a oportunidade de fazer um intercâmbio de troca de saberes, por meio de visitas técnicas, em outras Unidades de Aprendizagem. Nestes locais, eles terão acesso a tecnologias de baixo custo, treinamentos, cursos de capacitação continuada e dias de campo. “Neste processo, os agricultores serão os próprios gestores das Unidades, além de terem a responsabilidade de multiplicar o conhecimento adquirido”, disse umas das coordenadoras no Território de Irecê, Dulce Nunes Barreto Duarte.
A Embrapa Semiárido já realizou uma visita técnica, em julho passado, para fazer ajustes no projeto, e será responsável pela implantação, promovendo suporte físico, tecnológico e financeiro adequados para a aquisição de insumos e dos investimentos necessários. Já a EBDA, caberá a orientação, condução e acompanhamento dos trabalhos, através da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). “As ações visam, sobretudo, facilitar o acesso dos agricultores a novas tecnologias e a inclusão social dessas pessoas, para a superação dos limites de pobreza”, relatou o engenheiro agrônomo da EBDA, José Adivaldo Souza Mendes.
Campo Formoso
A inclusão produtiva e a capacitação técnica de quilombolas, a partir de Unidades de Aprendizagem e de Produção Familiar (UPF’s), também serão realizadas no Território Norte do Itapicuru, mais precisamente, no município de Campo Formoso. Serão implantadas 12 unidades de aprendizagem nos agroecossistemas desses agricultores, que servirão de locais para o processo de construção de conhecimento teórico e prático conjunto. “Os saberes dos agricultores, pesquisadores e extensionistas se integraram para o bem comum”, relatou uma das coordenadoras no Território Itapicuru, Odalice da Silva Guimarães.
Haverá ações de capacitação técnica continuada, oficinas temáticas sobre gestão produtiva, econômica, social e ambiental, dias de campo e atividades de socialização dos resultados, que serão construídas a partir das demandas identificadas junto aos 300 agricultores quilombolas, que serão envolvidos no trabalho da Embrapa Algodão e do serviço de Ater da EBDA. Durante a implantação das Unidades serão realizadas quatro visitas técnicas em áreas de produção familiar, para avaliação. As principais atividades de produção a serem desenvolvidas são: caprinocultura, ovinocultura, mandiocultura e galinha caipira.
Fonte - Geraldo José
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