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Mundo cor-de-rosa: Fúlvio carrega o São José e aguarda chegada da filha

As roupas espalhadas pela cama mostram que Roberta não está de brincadeira. Com a pequena Giovanna na barriga há sete meses, ela acaba de voltar dos Estados Unidos com o enxoval espremido em três malas. E continua comprando um casaquinho aqui, um sapatinho ali. Assim será até o fim de julho, quando o marido Fúlvio terá uma alegria capaz de sufocar, com sobras, a tristeza pela ausência na lista de convocados da seleção brasileira. De casa, o armador do São José promete torcer pelos companheiros como se estivesse em Londres. Tudo isso, claro, entre uma e outra troca de fralda da primeira filha, que deve nascer às vésperas da estreia olímpica. Até lá, para não esquecer o papel de pai nem quando está conduzindo a bola de basquete, Fúlvio tratou de incluir um novo item no uniforme: a faixa rosa na cabeça, que estará em quadra de novo na noite de sexta-feira.

Fulvio São José Basquete NBB (Foto: Arquivo Pessoal)
Com a liderança de 2 a 1 na série semifinal do NBB, o São José visita o Flamengo às 21h de sexta, no ginásio do Tijuca, com transmissão ao vivo do SporTV. Se vencer, carimba a inédita vaga na decisão. Tão inédita quanto a experiência de ser pai.
- Na primeira vez que usei a faixa rosa, os colegas de time brincaram, mas depois ficaram tranquilos. Agora, ninguém imagina o que eu tenho escutado das torcidas adversárias ao longo da temporada – diverte-se Fúlvio, conversando com o GLOBOESPORTE.COM ao celular enquanto... compra mais presentes para Giovanna numa loja de roupas infantis.
A cota de felicidade agendada para o fim de julho teve o timing de uma assistência perfeita. Roberta já tinha perdido um bebê na primeira tentativa e, quando ficou grávida de novo, no fim de 2011, Fúlvio imediatamente jogou o pensamento para o futuro. Passou a imaginar como seria conciliar os treinos de Rubén Magnano com a reta final da gestação – e mais, as partidas em Londres com os primeiros dias de vida da filha. Mas a faixa rosa (veja no vídeo ao lado, no jogo 3 contra o Flamengo) não sensibilizou o técnico argentino. Além de não ter sido lembrado para a seleção principal, o armador de 30 anos ainda ficou fora da equipe B, que vai ao Sul-Americano. Decepção? É fato, mas para espantá-la basta passar os olhos no enxoval.
- Fiquei chateado sim, não vou negar. Mas estou tranquilo. O Magnano dispensa comentários, é um mestre, não tenho do que reclamar. Durante as Olimpíadas, vou estar com a minha filha e a minha esposa, tomando meu refrigerante e torcendo muito pela seleção – avisa, sem economizar elogios para Huertas, Raulzinho e Larry Taylor, convocados para a seleção A.
Fonte - Globo Esporte
rsonoticias@hotmail.com

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