|

Fonte Nova

Operários entram em greve e paralisam obras da Arena Fonte Nova
As obras da Arena Fonte Nova em Salvador estão paradas. Os operários da construção civil do estado da Bahia decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, após assembleia realizada nesta quinta-feira, em frente ao canteiro de obras o estádio. Além da Fonte Nova, as principais obras do estado, como Via Expressa, Via Bahia, Ferrovia Oeste-Leste, Parque Naval, Linha 1 do metrô, entre outras estão paradas.
A greve coloca em cheque a participação da Arena Fonte na Copa das Confederações de 2013. Salvador ainda não está confirmada como sede do torneio. Apenas quatro sedes estão garantidas, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza e Belo Horizonte. Na última segunda-feira, o diretor de operações do Comitê Organizador Local (COL), Ricardo Trade reafirmou que Salvador e Recife não estão garantidas na competição teste para o Mundial de 2014. E deixou claro que as visitas técnicas realizadas pela Fifa no final de abril serão determinantes para a inclusão ou não das duas cidades no evento.

Fonte nova greve (Foto: Reprodução/TV Bahia)
As principais reivindicações são o reajuste salarial e o recebimento de benefícios como cesta básica, plano de saúde, além do percentual de horas extras. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada e Montagem Industrial da Bahia (Sintepav), Adalberto Galvão, admitiu que a greve pode prejudicar a participação de Salvador na Copa das Confederações. O sindicalista propôs que o consórcio que administra a Arena Fonte Nova negocie separado com os trabalhadores.
- A greve pode atrapalhar o cronograma das obras, mas os trabalhadores estão comprometidos com a realização da Copa. Propomos negociar em separado para que o movimento não atrapalhe os planos da Bahia em sediar a Copa das Confederações, mas isso só depende do consórcio – disse Galvão.
Representante do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon), o advogado Igor Gomes disse que foi ofertado um reajuste geral de 10% para todas as funções da categoria para não gerar a greve. No entanto existem problemas entre as partes.
- Os principais impasses são a cesta básica, que é um reajuste alto, de R$ 250, que as empresas não podem pagar, e na questão das horas extras do sábado, que eles querem de 100%, mas já damos de 70%. E o reajuste de 10% eles também não aceitaram - diz o advogado.
Fonte Nova (Foto: Nilton Souza/divulgação)
Segundo ele, o atraso no cronograma com a suspensão das obras pode causar graves prejuízos à participação de Salvador na Copa das Confederações.
- A greve causa prejuízo financeiro enorme, mas o prejuízo maior é o social, uma vez que coloca em risco, a participação de Salvador na Copa das Confederações de 2013. Com essa greve, o estádio pode não ficar pronto até dezembro – disse o representante do Sinicon.
Através de nota, o consórcio Arena Fonte disse que está negociando diretamente com o Sintepav e crê que as partes chegarão a um acordo que permita o andamento da obra.
Na próxima terça-feira, o ministro do esporte, Aldo Rebelo, fará uma visita ao estádio baiano para ver de perto o andamento das obras. De acordo com o diretor de Engenharia da Fonte Nova Participações, José Luiz Góes, antes de ser deflagrada a greve, a obra vivia o seu momento mais acelerado, com 22 horas de trabalho por dia.
- Estamos no pico da construção, com várias atividades sendo desenvolvidas simultaneamente. Em breve, a estrutura estará sendo concluída e entraremos numa curva decrescente até a conclusão - disse Goés na última quarta-feira.
Atualmente, 2.900 operários trabalham na obra, finalizando a colocação de vigas, pilares, lajes e na montagem das arquibancadas. Também estão sendo feitas a fundação do prédio-garagem e as rampas de acessos laterais. A previsão é que a Arena Fonte Nova esteja pronta no fim deste ano.
Fonte - Globo Esporte
rsonoticias@hotmail.com

Compartilhem :